Gigantes das obras ociosas

Os gigantes das obras ociosas
São como torres que tombam.
Se assopradas no ângulo certo.

Engolem o orgulho e seguem envenenadas.
São como lombrigas num chão acetinado.

Sobram as sombras das urtigas queimadas.
Que num passado inverno
reluziam condenadas.

Assemelham-se a um distante caixão, que no seu entalhe corpóreo
se finalizam em terra.

  1. Lurdes Monteiro diz:

    Olá Miguel,

    Gostaria de publicar os meus textos. É possível?

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