Gigantes das obras ociosas

Os gigantes das obras ociosas São como torres que tombam. Se assopradas no ângulo certo. Engolem o orgulho e seguem envenenadas. São como lombrigas num chão acetinado. Sobram as sombras das urtigas queimadas. Que num passado inverno reluziam condenadas. Assemelham-se a um distante caixão, que no seu entalhe corpóreo se finalizam em terra.

O melhor do amor

o melhor do amor… neste caso do meu… não é amar-te, por todos os encantos que tens ou pelas linhas que possuis e que me fazem voar… o melhor do meu amor, é o facto de ele ser já uma entidade superior a mim, com energia e vida própria, capaz de crescer e evoluir hibernando até perder a esperança de …

na solidão de uma vida hei-de te amar…

na solidão de uma vida hei-de te amar… na solidão do meu olhar… eu sou um quarto fechado, tu és o céu aberto… um paraíso lá fora… um céu infinito… opero nas trevas, para servir a luz… sou um assassino… conhecido por muad’dib, il mentore ou… o guardião de ti e dos teus segredos… tudo começa num salto de fé… …

a minha mulher de sonho

A minha mulher de sonho, não tem o mundo a seus pés… Mas tem-me a mim… Uma lágrima não é muito, mas muito diz… mas muitas são um todo… A minha mulher de sonho, não tem a pele mais perfeita, não tem as mais belas curvas nem os mais belos cabelos… Mas o meu desejo incondicional por ela… A maior …

condenado à morte

Há meses que vivo com outro fantasma… eu já não era um homem como outro qualquer… embora já o tenha sido há 20 anos atrás… eu sorria, cantava e sonhava, era alegria e contemplação… era o João… desenrolava os dias por entre os dias, fazia uma ou outra tropelia e sonhava em ser feliz… hoje estou preso, agrilhoado à tristeza, …

lontrinha

Quando escrevo dou à personagem o corpo de uma mulher, ou, transformo uma mulher numa personagem? A vida é a cronologia, é o somatório de várias cronologias numa só, ou melhor dizendo, fundir as datas e transformà-las em vida dando-lhes coerência numa existência. Quando escrevo não é raro existir uma multidão de personagens no meu quarto, embora eu só revele …

O meu nome é Touro

Vivi em tempos nas frescas montanhas acariciando no interior da minha boca o Sol capturado pelo verde que nelas vive. Vivo agora no mundo dos Homens (que engoliu o meu). Onde o mesmo há muito se esqueceu (que vive no meu). Dizem que o dia para o qual nasci chegou. Mas as línguas dos Homens são bandarilhas que cravejam a …

na escrita….

na escrita, não há expressões, tacto, cheiro, audição… na escrita á o que nos quisermos…navego nas palavras ao sabor da minha imaginação, sinto-me tão feliz por fazer parte da escrita passada. presente e futura…

Insónia

Pé ante pé devagar eu sinto-te. Adivinho o teu respirar ouço o teu arrastar, proximo, pressinto-te. Não há pássaros, não há vida só o vento a soprar. Despertas-me para que perceba, que voltas para me embalar. E ai largo tudo por ti deixo-me calmamente levar, não adianta resistir a mim, ao certo, que virá.

BIOS

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